RS registra foco de gripe aviária em aves silvestres em reserva ecológica

  • 03/03/2026
(Foto: Reprodução)
RS registra foco de gripe aviária em aves silvestres em reserva ecológica; no vídeo, é possível ver um cisne-branco infectado. Um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), a gripe aviária, foi confirmado pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) do Governo do Rio Grande do Sul. As aves infectadas são silvestres e foram encontradas na Lagoa da Mangueira, na Reserva Ecológica do Taim, no Sul do estado. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) afirma que a detecção não afeta a condição sanitária do estado e do país como livre da gripe aviária, o que também não gera impacto no comércio de produtos avícolas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🔍 A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos e, em raras situações, seres humanos que tenham contato direto com animais contaminados. A transmissão ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas. De acordo com a pasta, não há risco na ingestão de carne e ovos, já que a doença não é transmitida por meio do consumo. Rio Grande emite alerta epidemiológico para gripe aviária no Sul do RS O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba ou cisne-branco. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), que confirmou a doença. Já foram encontrados 9 animais mortos ou doentes, todos cisne branco. A última vez que foi encontrado o vírus na reserva foi em 2023, o que resultou em uma interdição de cerca de seis meses. A vigilância está sendo realizada na região por servidores da Seapi, em parceria com as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A Reserva do Taim foi interditada por tempo indeterminado, até que o episódio de influenza seja controlado. Estão sendo realizados monitoramentos diários pela reserva, em conjunto com o serviço de veterinária oficial. Técnicos da secretaria da Estado e também da reserva, trabalham na busca e acompanhamento dos animais mortos ou doentes "Caso sejam encontrados animais infectados serão coletados, sacrificados e incinerados para evitar que o contágio se alastre, saia daqui e infecte aves domésticas", relatou o chefe da Estação Taim, Fernando Weber. Procurada pelo g1, a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) emitiu um posicionamento institucional após a confirmação do caso, destacando que a ocorrência de gripe aviária não deve prejudicar as exportações gaúchas de aves. "Ressaltamos que a ocorrência em aves silvestres é evento observado em diferentes regiões no mundo, não sendo situação incomum no cenário epidemiológico nestas aves. Informamos, ainda, que este registro não altera o status sanitário do Brasil, tampouco gera embargos às exportações ou restrições comerciais, mantendo-se a normalidade das atividades do setor produtivo", afirma o texto assinado pelo presidente executivo José Eduardo dos Santos. Gripe aviária Reprodução/TV Globo Os três vírus que podem desencadear novas crises em 2026 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/03/03/rs-registra-foco-de-gripe-aviaria-em-aves-silvestres-em-reserva-ecologica.ghtml


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